Visando a ressocialização, o Projeto Módulo de Respeito completa 10 anos de ação na CPP de Aparecida de Goiânia

Inspirado em modelo espanhol, atualmente o projeto instalado na CPP de Aparecida de Goiânia conta com a mão-de-obra de 82 reeducandos da unidade e tem previsão de 52 novas vagas

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Visando ressocializar a população carcerária e ao mesmo tempo melhor a qualidade de vida com foco na economia, além de diminuir a reincidência no ambiente prisional, o Projeto Módulo de Respeito completa 10 anos de ação na Casa De Prisão Provisória (CPP) de Aparecida de Goiânia, unidade pertencente à 1ªRegional Prisional Metropolitana da Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP). O projeto que teve como inspiração no modelo prisional espanhol conta com a participação de 82 reeducandos do presídio, ação que serve de exemplo para ativação de outras atividades de ressocialização.

Ação com metodologias inovadoras propõe a recuperação e reinserção social em conformidade com a Lei de Execução Penal (LEP), oferecendo uma profissão e uma remuneração ao detento, além da remição da pena. Garantindo direitos pessoas e retribuindo a sociedade com serviços e produtos de qualidade.

De acordo com o diretor, Fábio Alex, o projeto que é realizado em parceria com a Cia Hering por meio da terceirizada Embalo Confecção oferece condições de labores, oportunidades que os reeducandos ganham de sustentar suas famílias com o próprio esforço e trabalho.

Atividades que inclui ao sistema prisional goiano a educação, cultura, profissionalização e principalmente a reinserção social, propostas que garantem medidas estabelecidas por diretrizes instituídas pelo Governo do Estado em consonância com a Secretaria de Segurança Pública e a DGAP.

O projeto

O projeto que iniciou no Centro de Inserção Social (CIS) Monsenhor Luís Ilc, em Anápolis, unidade também pertencente à 1ª Regional Prisional foi expandido à outras unidades prisionais, sendo que no ano de 2009 a ação foi implantada dentro da CPP.

Inicialmente 24 reeducandos participavam da produção mensal de aproximadamente 60 mil peças, fator que influenciou na ampliação da mão-de-obra carcerária e dois meses após a ativação, cerca de 50 detentos produziam mensalmente cerca de 220 mil itens.

Segundo Fábio, o desenvolvimento da ação resulta no oferecimento de melhorias que auxiliaram no aumento da qualidade de vida e ao mesmo tempo ampliando a segurança no presídio. “O projeto que tem como foco os valores sociais, claramente é identificado nas atividades e reconhecidas pela sociedade”, ressalta o diretor.

Desta forma, o projeto interfere no desenvolvimento da economia do Estado, maneira explicada pelo baixo custo da mão-de-obra e manutenção do reeducando, além de diminuir a reincidência.

Fotos: DGAP
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