Vigilantes Penitenciários Temporários rejeitam propinas oferecidas por presos de Planaltina e Hidrolândia

Os detentos ofereceram dinheiro para que os servidores repassassem celulares para dentro dos presídios

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Dois Vigilantes Penitenciários Temporários (VPTs), lotados nas Unidades Prisionais de Planaltina e Hidrolândia, rejeitaram propinas oferecidas por presos, nesta quinta-feira, 03/10, em ocasiões distintas. O primeiro fato ocorreu na Unidade Prisional Especial de Planaltina, pertencente à 9ª Coordenação Regional Prisional da Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP). Na ocasião, o detento propôs repassar R$ 10 mil para ter acesso a um aparelho celular.

De acordo com o diretor da UP – o Agente de Segurança Prisional (ASP) Edson Martins, o servidor Amilton Silva auxilia na segurança do posto de saúde do presídio, local em que ocorreu o fato. O VPT, que há poucos meses presta serviços na unidade, visualizou o detento, que cumpre pena por tráfico de entorpecentes, sinalizando, chamando a atenção de Silva. Segundo o diretor, o vigilante, na circunstância, escutou a proposta do custodiado. “O apenado questionou se o VPT gostava de dinheiro e se ele poderia repassar o eletrônico em troca de remuneração”, frisa.

Martins ressalta que, de imediato, o servidor comunicou o fato à direção do local, que acionou o apoio do Grupo de Intervenção Tática (GIT) para prosseguir os procedimentos operacionais, conduzindo o detento à delegacia para as providências cabíveis.

Hidrolândia

Também na tarde desta quinta-feira, 03/09, o Vigilante Penitenciário Temporário (VPT) Vinycius de Siqueira realizava suas obrigações na Unidade Prisional de Hidrolândia, pertencente à 1ª Coordenação Regional Prisional da DGAP, quando um detento, que cumpre pena no local por estupro, lhe chamou para uma conversa particular.

Segundo o diretor do presídio, ASP Cláudio Alvarenga, o plantonista estava entregando aos custodiados os mantimentos deixados durante a cobal – dia em que familiares e amigos levam ao presídio alimentos e produtos de higiene para os detentos -, quando o preso lhe ofereceu o valor de R$2 mil para ter acesso um aparelho celular. “O detento ainda pediu que o celular fosse repassado no momento da retirada do lixo do pátio do banho de sol”, disse.

Diante do fato, de imediato, foi feita a recusa e repassada a informação à direção da UP. O detento foi encaminhado à delegacia para as providencias necessárias.

A direção da UP abriu procedimentos administrativos internos para apuração do fato e aplicação das devidas sanções disciplinares ao responsável pelo oferecimento da propina.

“As atitudes dos servidores, que agiram de forma honesta, íntegra e compromissada, demonstram valores grandiosos desses trabalhadores, que, mediante situações como essas, contribuem para a manutenção da ordem no âmbito da segurança penitenciária por não coadunar com atitudes criminosas”, reforça o diretor-geral da DGAP, coronel Wellington Urzêda. “O comportamento apresentado pelos servidores vai ao encontro dos princípios da Administração Pública e do atual modelo de gestão proposto pelo Governo de Goiás para efetivar a ordem dentro do ambiente carcerário”, disse.

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