Em Ipameri, detentos reformam unidade prisional

A obra foi executada com mão de obra carcerária e contou com reparos na parte hidráulica, elétrica e estrutural

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A Unidade Prisional Regional (UPR) de Ipameri concluiu, nesta terça-feira, 07/12, a reforma completa do presídio. Durante 60 dias, quatro detentos do estabelecimento penitenciário trabalharam na obra. Foram realizados reparos na parte hidráulica, elétrica, estrutural e pintura do prédio.

Segundo a 4ª Coordenação Regional Prisional (CRP) da Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP), as benfeitorias proporcionam melhorias tanto para os presos quanto para os servidores da unidade prisional, além do reforço na segurança, garantindo o devido cumprimento da execução penal.

De acordo com o diretor do presídio, Renato Carneiro, todos os presos envolvidos na obra receberam a remição de pena pelo trabalho, como determina a Lei de Execução Penal (LEP). “A ação reforça os programas de ressocialização por meio do trabalho, de forma que os detentos envolvidos tenham uma experiência profissional que facilitará seu sustento após o cumprimento da pena, sendo reinserido na sociedade de forma digna”, explica.

O investimento na segurança penitenciária segue diretrizes do Governo do Estado para a manutenção da ordem nos ambientes carcerários goianos. “A parte elétrica contou com a instalação de 10 refletores de Led de 200 Watts, além do investimento por parte do Poder Judiciário e Ministério Público local no valor aproximado de R$ 11 mil”, pontua o policial penal Renato Carneiro.

Com a conclusão da reforma, os servidores penitenciários passam a contar com um ambiente adequado para desenvolver as atividades diárias, além de garantir uma ampla segurança à sociedade e um ambiente penitenciário que assegura os direitos dos detentos.

Ressocialização

Um dos pontos fortes da gestão penitenciária é a ressocialização da população privada de liberdade. A UPR proporciona diversas atividades de reinserção social, entre elas estão os projetos de educação e de confecção de artesanatos.

Atualmente, dois detentos estão inscritos no Ensino de Jovens e Adultos (EJA) na modalidade ensino médio. No início de 2022 serão iniciadas turmas para o ensino fundamental, além da implantação de um projeto de remição de pena por meio da leitura.

Grande parte da população carcerária local também realiza atividades de artesanato com barbante, como a produção de tapetes. Todas as atividades são revertidas em remição de pena, conforme determina a Lei de Execução Penal.

FOTOS : DGAP – ANTES E DEPOIS 

Diretoria-Geral de Administração Penitenciária – DGAP
Comunicação Setorial