Programa Cozinha e Voz leva qualificação de mão de obra e assistência social às custodiadas da Penitenciária Consuelo Nasser

DGAP, em parceria com Ministério Público do Trabalho, Organização Internacional do Trabalho e Instituto Livre, entregou certificado de curso de assistente de cozinha a 30 apenadas da unidade prisional nesta terça-feira

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Custodiadas da Penitenciária Feminina Consuelo Nasser, unidade localizada no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia e pertencente à 1ª Coordenação Regional Prisional da Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP), receberam o certificado de conclusão do Curso de Assistente de Cozinha, do Programa Cozinha e Voz: Libertando os Sonhos, nesta terça-feira, 16/07. Esta é a terceira e última etapa do programa, que é executado na unidade prisional, em parceria com o Ministério Público do Trabalho, Organização Internacional do Trabalho e Instituto Livre.

Ao todo, 30 apenadas tiveram a oportunidade de realizar o curso de cozinha, que foi ofertado na própria Penitenciária, em uma unidade móvel do Senai, com carga de 40 horas. “A aceitação dessa etapa do programa foi unânime. As reeducandas se interessaram bastante e, pela dedicação apresentada por elas, além da panificação, que era a ideia inicial, o curso foi expandido e passou a oferecer instruções gerais sobre cozinha. Elas aprenderam muito sobre preparação de saladas, sucos e outros tipos de pratos. Foi um processo muito proveitoso”, afirma a diretora da Penitenciária, Daniella Cruvinel.

O curso ofertado às custodiadas teve início no dia 03/07 e contou, na aula inaugural, com a presença da chefe de cozinha Paola Carosella, cuja equipe foi a responsável por ministrar as aulas de qualificação profissional, com encerramento no último sábado 13/07.

“O curso foi de uma grande contribuição para as custodiadas, tendo em vista que algumas não tinham uma profissão e, a partir de agora, já apresentam uma perspectiva para quando reintegrarem a sociedade, ao fim do cumprimento de suas penas. Além disso, temos a ocupação do tempo e da mente, o que faz muito bem a todas elas”, conclui a diretora Daniela.

“A ressocialização dos custodiados está prevista na Lei de Execução Penal. É nosso dever, enquanto instituição, zelar para que isso seja colocado em prática. A realização de parcerias como esta vai ao encontro das diretrizes propostas pelo Governo de Goiás, naquilo que se refere à busca pela reintegração social do preso”, ressalta o diretor-geral de Administração Penitenciária, coronel Wellington de Urzêda.

Para o superintendente de Reintegração Social e Cidadania da DGAP, Leoni Caiado, o sucesso na realização do curso representa um avanço para a ressocialização das apenadas. “O Cozinha e Voz vai ao encontro do compromisso do governador Ronaldo Caiado na construção de uma execução penal humanizada, dando oportunidade de qualificação profissional aos custodiados que efetivamente queiram essa oportunidade”, reitera.

Programa Cozinha e Voz

O Programa Cozinha e Voz: Libertando Sonhos, do Ministério Público do Trabalho, executado em parceria com a Organização Internacional do Trabalho e o Instituto Livre, teve atuação direta na Penitenciária Feminina por quatro semanas, em três etapas. Nesta terça-feira, as custodiadas que completaram as 112 horas de todo o programa também receberam o certificado de conclusão das fases.

Durante a execução do programa, as custodiadas da unidade tiveram uma fase para produção e apresentação de recital, com instruções durante quatro dias e apresentação no dia 13/06; uma segunda fase, com duração de duas semanas de acolhimento às custodiadas, que receberam palestras com equipes multiprofissionais – psicólogos, coaches, nutricionistas, médicos e professores -, e a terceira e última fase com a conclusão do curso de panificação, ofertado por 10 dias.

Para o procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho em Goiás, Tiago Raniere, o Cozinha e Voz é transformador. “Ele visa não só a formação técnica, mas também uma formação humana. Muitas custodiadas que participaram do programa não tiveram formação humana na história de vida, tiveram histórias de violência, de vulnerabilidade. Essa formação trazida pelo curso contribui para a construção de uma identidade”, ressaltou.

“A idéia do projeto é encaminhá-las para o mercado de trabalho. A medida com que vão terminando o cumprimento da pena, uma equipe vai acompanhá-las, vai apadrinhá-las, para que elas possam ter acesso o mais rápido o possível ao mercado formal de trabalho por meio de parceiros que apoiam o projeto”, concluiu o procurador-chefe.

A juíza da 1ª Vara de Execução Penal de Goiânia, Dra. Telma Aparecida Alves Marques também compareceu ao evento para acompanhar a entrega dos diplomas às apenadas. “Cursos como esse evidenciam para a mulher que ela tem condições de conquistar alguma posição social no mercado de trabalho lá fora. Isso é muito gratificante”, registrou.

O programa é voltado a atender populações vulneráveis, sendo esta a primeira vez que a atuação envolve pessoas privadas de liberdade.

Participaram da solenidade também a ministra do Tribunal Superior do Trabalho de Brasília, dra. Delaíde Alves Miranda Arantes, a presidente do Instituto Livre, Patrícia Miranda, o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região, Dr. Paulo Sérgio Pimenta, entre outras autoridades.

Fotos: DGAP/Empresa Rápido Araguaia

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