Penitenciária de Rio Verde investe no trabalho para ressocializar custodiados

Cerca de 30 detentos estão trabalhando após convênio com a prefeitura do município

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A Penitenciária de Rio Verde, que integra a 6ª Coordenação Regional Prisional da Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP), tem apostado no trabalho para ressocializar detentos. Para isso, realizou um convênio com a prefeitura da cidade para que parte da população carcerária possa contribuir com a administração pública na prestação de serviços.

Ao todo, 30 custodiados da unidade prisional estão empregados e conseguindo a redução de pena. Alguns, inclusive, recebem remuneração pela atividade desempenhada. Segundo o diretor da unidade prisional, Júlio César da Silva, 15 deles trabalham na própria Penitenciária e outro grupo realiza atividade extra muro, acompanhado de escolta.

Entre as funções desempenhadas estão a manutenção na jardinagem da cidade, apoio no ecoponto, onde os reeducandos fazem o carregamento de caminhões com os materiais entregues no local e, mais recentemente, os detentos estão trabalhando na reforma da maternidade e na manutenção dos equipamentos do local. Parte dos presos ajudam na pintura e trabalho braçal da obra e outra parte, na unidade prisional, faz a reforma de macas, mesas e cadeiras.

De acordo com o diretor da unidade prisional, o convênio foi celebrado há quatro meses. Ele ressalta que os presos que trabalham tem a redução da pena garantida, em conformidade com a Lei de Execução Penal (LEP). “Acredito muito no lado humano. O preso é capaz de mudar, de se regenerar e transformar o seu destino. É visível e notável quando você retira o detento da cela, do ambiente do cárcere e coloca para trabalhar – pode ser o mais simples – você vê um olhar de vitória. Você observa que, tendo uma chance, ele quer agarrar, mostrar à sociedade que ele pode ser uma nova pessoa, um novo ser humano”, destaca Júlio César Silva.

Na unidade, os presos que têm interesse em estudar e terminar o ensino fundamental e médio, também conseguem diminuir os dias em cárcere. Nesse caso, a cada 12 horas de estudos, o reeducando tem um dia descontando na pena. “Aqui já tivemos diversas provas de quando o preso tem vontade, ele muda. Tem gente que terminou de estudar e conseguiu entrar numa faculdade. São reeducandos que hoje têm trabalho e alguns são pais de família”, sublinhou.

O investimento na ressocialização de apenados, conforme estipula a LEP, vai ao encontro das diretrizes do Governo de Goiás, da Secretaria de Segurança Pública e da DGAP para o sistema prisional goiano.

Foto: DGAP
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