Parceria realizada pela DGAP amplia vagas de emprego para presos do Centro de Inserção Social Monsenhor Luiz Ilc, em Anápolis

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Uma parceria realizada entre a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP) e uma empresa do ramo de confecções vai garantir emprego a custodiados do Centro de Inserção Social (CIS) Monsenhor Luiz Ilc, em Anápolis, para produção de camisetas. Com previsão de funcionamento total da empresa para daqui a quinze dias, 25 detentos do local devem ser contratados para execução dos trabalhos de corte do material, costura, acabamento e o embalo de mercadorias produzidas.

De acordo com o diretor do CIS, o Agente de Segurança Prisional (ASP) Denisard Diniz, atualmente, na unidade, foi dado início à fase final de testes para implantação dos trabalhos, quando 13 detentos do local passam por treinamento para execução das atividades. “Nesta fase final para implantação da empresa, os detentos estão sendo treinados para fazer o trabalho específico, de acordo com a qualidade e os detalhes exigidos pela empresa”, afirma Diniz.

No último ano, como conta o diretor, a unidade firmou convênio com uma empresa para treinamento profissional de corte e costura para presos do CIS. De acordo com ele, a conclusão desse aperfeiçoamento foi um dos critérios adotados na seleção dos presos para o trabalho atual. “A seleção foi feita a partir dos presos que já possuíam o curso necessário e que apresentaram bom comportamento. Após o início das atividades, os outros detentos serão treinados pela própria indústria.”, completou o diretor.

Além da remição da pena pelo trabalho, os presos empregados pela iniciativa privada receberão remuneração em conformidade com a legislação.

O diretor-geral da DGAP, coronel Wellington Urzêda, lembra que parcerias como esta têm reflexos positivos na vida e cotidiano do custodiado empregado. “Oportunizar a empregabilidade à população carcerária do Estado é uma diretriz de Reintegração Social traçada pelo Governo de Goiás para o sistema prisional goiano, tendo como principal viés a diminuição dos índices de reincidência criminal e resgate da dignidade da pessoa encarcerada. Ao final de suas penas, esses custodiados contarão com uma nova profissão, com uma nova técnica que poderá contribuir bastante para a reinserção no mercado de trabalho”, afirma.

Para o adequado funcionamento dos serviços, a direção da unidade, em parceria com a Skalla Confecção, executou a reforma de um galpão que já existia na unidade. Com recursos financeiros da empregadora, a administração do CIS forneceu a mão de obra de 15 detentos para conclusão das obras, que tiveram duração de 14 dias. “Para a reforma do galpão, selecionamos entre a nossa população carcerária pedreiros, serventes, pintores, eletricistas, instaladores de forro de PVC e instaladores de aparelhos de climatização para efetuar os serviços”, conta Diniz.

Fotos: DGAP

Comunicação Setorial
Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP)
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