“Boneco de lata”: livro escrito por policial penal para crianças e adolescentes é entregue ao secretário de Cultura de Goiás

A obra está na segunda edição e conta a história autobiográfica, em linguagem apropriada para o público-alvo, sobre aspectos da transição entre a infância e a adolescência, conflitos de identidade comuns nesse período, curiosidades e vulnerabilidades que podem colocar em risco a vida de jovens

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O policial penal e professor de Ciências Naturais, Jiulliano de Sousa Costa, entregou, na última sexta-feira (19/11), o livro literário de sua autoria “Boneco de Lata”, ao secretário de Cultura de Goiás, César Augusto Moura. O livro foi primeiramente publicado em 2018 e agora está na segunda edição.

A obra trata-se de uma autobiografia. A intenção do autor foi escrever em uma linguagem de fácil compreensão para crianças a partir de nove anos de idade acerca da transição entre o final da infância e o início da adolescência e as situações típicas dessa fase. A obra discute assuntos como conflitos de identidade, curiosidades despertadas nessa época da vida, descobertas de comportamentos, envolvimento com drogas e o papel que a religião pode assumir na vida de uma pessoa.

“O livro conta a história de um jovem que, ao entrar na adolescência, se depara com vários conflitos de identidade, conhece o álcool, o cigarro e tem o seu destino mudado ao passar por um grave acidente, caindo do quinto andar de um prédio. Foi salvo por um milagre onde conheceu alguns mistérios de Deus”, explica Jiulliano.

De acordo com ele, o livro funciona como uma ferramenta para alertar os jovens e ajudá-los a evitar determinadas situações que possam defrontar-se em algum momento. A partir de suas próprias experiências, o autor ressalta que a história narrada é dedicada aos jovens com a finalidade de “abrir-lhes os olhos para ter cuidado na vida e seguir um caminho digno, longe das drogas e da criminalidade”.

Jiulliano pontua que, no período entre a infância e a adolescência, as características de insegurança, inferioridade e dúvidas são comuns. Por isso, “muitos jovens, no desejo de se sentirem independentes, ficam curiosos e vulneráveis a se aventurarem no mundo das drogas, da violência e da criminalidade para preencher o seu ego. Também buscam as sensações de força, coragem, destaque no meio social e admiração por meio de atitudes erradas. Com isso, encontram prazeres e satisfações falsas”, salienta o autor.

Ele explica que utilizar a literatura na educação é um dos meios para produzir mudanças e ampliar o conhecimento, especialmente se começar pelas crianças e adolescentes. “O sistema educacional é um veículo para fazer uma intervenção na vida dos nossos jovens, sensibilizar, abrir os corações para compreender a gravidade do problema e trazer à tona uma consciência do que fazer para seguir uma vida segura, digna, cheia de valores, sucesso, saúde e liberdade”, concluiu o autor.

Diretoria Geral de Administração Penitenciária – DGAP
Comunicação Setorial